O seu filho não é normal .. E agora?

Olá, bom dia.
Venho partilhar convosco a história do meu pequeno que ocorreu recentemente de forma a poder ''ajudar'' alguns pais que tenham os filhos nesta situação.
Tenho um pequeno com 4 anos (este ano faz 5), sempre andou numa IPSS onde o estimulavam imenso e nunca tive qualquer tipo de queixas por parte da escola quanto à sua aprendizagem, desenvolvimento ou até mesmo relacionamento com os seus colegas. No ano passado 2016 em Julho fomos obrigados a retira-lo daquela escola porque estávamos desempregados e não conseguimos fazer um esforço para manter a mensalidade e também a deslocação até à escola todos os dias, logo como temos uma escola do estado 'Jardim de Infância' ao lado de casa decidimos colocá-lo lá com o intuito de estar mais perto de nós e também conhecer outro método de ensino.

Ai, tudo desabou.
Logo na primeira semana começamos mal com a professora com cerca de 62 anos sempre a fazer queixas do nosso filho que não se portava bem, nunca estava quieto, não acatava ordens de ninguém, fazia birras etc etc. Começamos a tomar mais atenção (duplicar e triplicar) à sua maneira de agir em casa e notamos que realmente ele estava diferente, vinha desanimado da escola, vinha sempre todo sujo (nas cuequinhas), começou a roer as unhas e vinha revoltado com todos os amiguinhos e professoras, em vez de estar a adorar uma nova experiência estava ser horrível para ele, pais, professores e amiguinhos. Nada ia bem (dito pela professora). Sempre que tentávamos falar com a professora esta nunca tinha disponibilidade ou quando tinha desmarcava as reuniões por estar de baixa ou por simplesmente não puder estar presente por outros motivos. Falando com o Dinis ele só pedia para não ir para a escola que a professora nunca o deixava fazer nada, nem escrever o nome dele, que a culpa de tudo o que acontecia era sempre dele e ficava sempre de castigo sem puder brincar ou participar nas actividades. Já para não falar que quando o deixávamos na escola os meninos tinham de se sentar nas mesas sem se mexer à espera que todos chegassem. Quando os pais iam buscar a mesma situação, ninguém se mexe, e quem se mexe-se ai coitado, até tremiam.

A professora veio falar comigo num dia em que fui buscar o Dinis à escola e disse-me que tínhamos de ter uma reunião pois já não aguentava mais estar com o Dinis na sala dela e que iria passar para a outra sala do lado. Que ela era uma criança que precisava de muito apoio e ela não tinha paciência (sim, disse mesmo isto na minha cara!) e estava a ficar cansada de não conseguir lidar com ele! Sem o meu consentimento colocaram o Dinis a ser acompanhado por uma professora de ensino especial que ia à escola uma vez por semana (soube isto pelo Dinis, que vergonha!). Quando confrontei a educadora com esta questão a mesma indicou que era um procedimento normal e que o Dinis necessitava deste acompanhamento pois passava-se ali algo. Com toda esta situação comecei a por em causa o meu filho ter mesmo um problema e levá-lo ao psicólogo, mas aquando a visita do seu pediatra e ao descrever todos os episódios/birras ''horríveis'' que ele tinha foi-me dito que ele era uma criança perfeitamente normal e que as crianças FAZEM BIRRAS! têm de viver, é assim que aprendem!

Já a desesperar com toda esta situação expus a minha preocupação à coordenadora do JI ao qual me indicou que não havia qualquer problema com o Dinis e que ele era uma criança super participativa e amorosa. Ora ai fiquei de louca, se a educadora só se queixa, só pede que ele seja mudado de sala e de repente vem-me a coordenadora também educadora dizer-me que isto deve ser um mal entendido porque a educadora do Dinis está há muitos anos no ensino e está ''cansada'' e que a paciência já não é a mesmo! Ora poupem-me!! Podem dizer isto aos pais sem que intervenham?!

Quando falei disto com a coordenadora a situação piorou! O Dinis começou a ser repreendido à frente de todos os colegas dizendo que ele tinha problemas muito maus e que era urgente mudá-lo de sala e ter uma reunião com os pais porque ela já não o aguentava.

ESTA MERDA DIZ-SE A UMA CRIANÇA DE 4 ANOS?!!!! Fodass! Não me lixem!

Ai foi toda a gota de água! Comecei a procurar outra escola de imediato porque não podia que o meu pequeno vivesse mais naquele sufoco de não querer ir para a escola e ter de ir! Para ele era uma escuridão ter de ir para a escola todos os dias e ser mal tratado mentalmente pela educadora. Ele dizia: 'Mãe pf hoje não quero ir, sou um menino muito mau com problemas e não consigo fazer nada bem'

FOD** Cara***! Que dor no peito de ouvir isto, que sufoco, só me apetecia comer aquela educadora viva e dizer-lhe umas boas verdades! **************** (tudo o que não lhe posso chamar)

Felizmente conseguimos uma vaga numa IPSS onde o Dinis foi aceite com todo o carinho e amor. Esta escola tem psicóloga semanal onde os pais podem falar sobre os seus filhos e comportamentos, logo na primeira semana expus toda a situação à educadora da nova escola e pedi que avaliasse o comportamento para saber se haveria ou não necessidade de avaliação. Logo após a primeira e segunda semana de escola a educadora disse-me que não valia a pena avaliação porque o Dinis é um menino super amoroso e participativo, teve apenas duas birras desde que está na escola (há um mês) e sempre controláveis, nunca ao ponto de não conseguirem controlar ou até mesmo demonstrações de raiva. Foi-me dito ainda que é normal que as crianças façam birras, são CRIANÇAS! Que chorem, que não parem quietas.

Afinal o meu pequenino tinha: FALTA DE ESTIMULO! É uma criança perfeitamente normal com a sua personalidade cheia de alegria e vontade de aprender.

Pais, mães, avós, tios, antes de julgarem os seus filhos tentem perceber realmente o que se passa. Antes de os enfrascarem de comprimidos porque têm problemas, informem-se, tentem chegar ao mais ínfimo da coisa e perceber realmente se são birras porque é uma criança com problemas ou se existe outro lado 'negro' da coisa!

Protejam os seus filhos!

Não não tenho vergonha de vos expor toda esta situação merdosa porque sei que pode ajudar muita gente e porque não podia deixar isto de lado!

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with love, R!